18.10.10

IRGS

Quer me magoar? Diga que não sabe, adie, esqueça, diga que não tem certeza. Eu descobri: palavra para mim é coisa quase sagrada. Não que eu seja santa e imaculada, não que você seja sujo e imprestável. Mas procuro pensar bem antes de machucar. Prefiro ter conversas sérias olhando no olho. Prefiro entender que se algo é importante para você, vamos resolver, vamos falar sobre isso. As coisas não se resolvem pegando só o lado bom. A vida não é uma garrafa de Coca-Cola (“viva o lado bom da vida”). A vida, muitas vezes, é uma garrafa de uísque, e bem xexelento.

Tem gente que confunde as coisas. Não sou uma boneca, a gente não vai brincar o tempo inteiro, não posso ir para o quartinho de brinquedos, não pode me guardar no armário, não dá para me colocar na estante e pegar quando bem quiser. Eu também confundo as coisas. Ninguém sente igual a mim, ninguém gosta de tudo muito claro e transparente, às vezes as pessoas só querem viver. Sem porquês. E eu penso: por que questiono tanto? Não seria mais fácil ficar quieta e nadar de acordo com as ondas? Pode ser. Mas não consigo prender a respiração por muito tempo.

14.10.10

Desassossego.

Vem-me, então, um terror sarcástico da vida, um desalento que passa os limites da minha individualidade consciente. Sei que fui erro e descaminho, que nunca vivi, que existi somente porque enchi tempo com consciência e pensamento. E a minha sensação de mim é a de quem acorda depois de um sono cheio de sonhos reais,
ou a de quem é liberto,
por um terremoto, da luz pouca do cárcere a que se habituara.

27.8.10

Ele disse: não chore que chorar enfraquece.

Eu disse
: mas às vezes é como a chuva que se precisa quando tem estiagem demais e tudo fica muito seco.

Clarice Lispector


22.8.10

Uma historia.

Se tratava do homem mais bonito do mundo, eu não tinha nenhuma dúvida. Quem poderia ser mais bonito do que ele? Javier Bardem? Não. Basta vê-lo no filme da cólera pra saber o potencial que ele tem pra feiúra. O Brad Pitt? Eu prefiro os morenos. O Jesus Luz? Acho fraco, ele tem aquele lapso de vergonha suburbana no branco dos olhos. Não gosto de homem que se sente devendo algo ao cosmos. Homem que faz pose de topo de cadeia alimentar mas sofre as dores de uma coluna ainda arredondada pelo começo da evolução.
Enfim, tratava-se do homem mais bonito do mundo. E ele veio falar comigo. E eu estava sentada no chão. E ali mesmo trocamos uns beijos e telefones e confissões e eu lembro que, apesar de estar com muito sono e cansaço e desesperança com a vida, fiquei tentando descobrir o que um homem daquele nível supremo de beleza (um metro e noventa, olhos azuis, cabelos castanhos cacheados, ombros que iam até o Chile) tinha visto numa garota bem mediana que estava sentada no chão em um dos dias de menor brilho de sua carreira social.
Apliquei o teste do cotovelo durante o beijo (a leve roçadinha sem querer pra saber se o membro promete ou não promete). Apliquei o teste da sapiência média (você comenta que quando você olha pro abismo, o abismo olha pra você, e espera pra ver se ele tem alguma cultura de filosofia de almanaque). Apliquei o teste da bobeira erudita, uma merda qualquer que você lança no ar tipo “ai que vontade de chafurdar por essas lamas universais” e se o cara for minimamente interessante ele compra a besteira e devolve uma outra melhor ainda. Se ele for um tapado ele ri e fala algo idiota tipo “quero o mesmo que você está tomando” e daí você sabe que está, novamente, sozinho no mundo. Como sempre.
E ele, do alto de sua absurda e dolorosa beleza, foi tirando nota sete e meio em todos os quesitos. Devolveu uma besteira à altura, conhecia frases pessimistas perfeitas para uma noite estrelada e passou com certo louvor no teste do cotovelo.
No dia seguinte, já pela manhã, chegou uma mensagem de texto do homem mais bonito do mundo “quero te ver”. E foi então que resolvi pedir ajuda. Juntei a mulherada em casa. E todas nós, em silêncio, começamos a “googla-lo”. Até que uma foto bem grande, dele só de bermuda, sorrindo, ocupou a tela inteira e o coração de todas nós. Algumas suspiraram. Algumas tiveram ataque de riso nervoso. Uma ficou bem irritada e foi embora. Outras me olharam com a miopia bem apertada tentando descobrir que é que eu tinha pra merecer aquilo tudo. Ele era realmente o homem mais bonito do mundo. Todas concordaram. Não existe homem mais bonito do que esse e talvez nunca existirá. E, ao que tudo indica, trabalhador, com amigos do bem, amante da natureza e das crianças. A ficha.com estava limpíssima. Mas você viu se ele…Vi, vi, sim, ele passou no teste do cotovelo. Burro? Não. Então o quê hein? Pois é, amigas tão honestas, eu também não sei o que ele viu em mim. Tentaram uma última explicação, olhando para os meus pés “ah, vai ver ele gosta de sexo bizarro”. É, vai ver. Outra explicou assim “ah, tem tanto casal que a gente vê e não se conforma”. Pois é.
Fiquei quarenta e sete dias com o homem mais bonito do mundo. Todo mundo olhava pra ele. Homens, mulheres, velhinhos, crianças, cachorros, pombas, formigas. Ele poderia ter qualquer uma das anjinhas da Victoria’s Secret (caso além de perfeito fosse trilhardário também…não era o caso, mas era bem de vida) mas preferia estar comigo. Ele definitivamente não tinha nenhum problema sexual, aliás, muito pelo contrário: fazia parte do seletíssimo grupo de homens que, apesar de não fazer feio em medidas, são adeptos do sexo minimalista (aquele que sabe o valor da delicadeza pontual, ritmada, paciente e amorosa), entendia os filmes do Reserva Cultural e me explicava as palavras mais difíceis das músicas do Radiohead.
Tudo ia muito bem até que um dia, na fila pra comprar uma bomba de chocolate numa rua de Higienópolis, eu resolvi explodir aquela relação. Ele era tão bonito que me…que me…que…sei lá. Lembro que na hora pensei algo assim “ah, má vá ser bonito assim lá na puta queo pariu”.
E ele foi.




Lastout.

21.8.10

Eu escalei uma montanha, e olhei do abismo
E todas as mentiras que eu nunca conduzi
É uma nonde eu fiquei com você, além do mar
Eu imagino se você ainda pensa em mim
Eu sempre carrego sua imagem em minha cabeça
Me curvei e gritei e me rasguei no abismo
E eu olhei por cima disso tudo por tantos anos
Estou perdendo sua face vagarosamente.


Ela.

Tão jovem, tão linda e com tantos problemas.
No fundo, no fundo ela só quer alguém que a abrace no final da tarde, que a beije num dia de chuva, que olhe pra ela e diga: tá tudo bem?

É tão forte, tão mágica por dentro, tão cheia de expectativas, tão cheia de amor, tão engraçada, tão rebelde, tão…

Conhece seus defeitos, sabe lidar com eles, sabe ouvir, sabe falar, sabe escrever seus sentimentos … apenas sabe.
E eu sei que um dia ela vai achar o seu lugar, aquele lugar que foi feito pra ela.

20.8.10

Só.

Sozinha porque um cobertor
não é uma companhia.

Ela, então, estava sozinha
de novo – outra vez.

Sozinha e com várias pessoas
em volta
dela – sozinha.

As festas não faziam diferença.
Os amigos não faziam diferença.
Os copos e garrafas não faziam diferença.
Nem os bichos de pelúcia,
nem a barra de chocolate,
nem os livros.
Ela estava sozinha e nunca
ninguém – alguém –
poderia mudar isso.
A não ser que ele voltasse.
- Mas ele gosta de ficar sozinho.
É, ele gosta:
ele.

19.8.10

Beija.



Talvez seja melhor que sonhar com principes.

Né!

''Toda a mulher se depara, ao menos nove mil e quarenta vezes na vida, com um homem ordinário. Descobri, para a minha sorte, bem cedo o gosto da canalhice. Brinquei de boneca até os treze anos. Troquei a boneca por um beijo na boca e achei nojento demais. Para testar bem a nojeira continuei beijando. Me dei conta que a coisa era boa e o cadáver da boneca foi enterrado em um saco de lixo. O cemitério ficava embaixo da minha cama. Naquela mesma cama, eu sonhava com os grandes amores da minha vida. Quatorze anos, muitos amores. Todos eles inequecíveis. Todos eram os únicos-que-senti-isso. Na adolescência tudo é hiperbólico e sem fim.


Então você cresce um pouquinho. Beija mais de vinte, trinta, setenta. Não que eu tenha beijado essa quantidade de meninos, viu? Você cresce, espicha o olho para um, para outro. Aquele que é o top, te convida pra ir numa festa, você fica toda ouriçada, chega em casa, escolhe a roupa, veste a roupa, troca a roupa, escolhe outra roupa, veste a outra roupa, troca a outra e roupa e começa tudo outra vez. Você se perfuma, passa a chapinha, aprende a se equilibrar num salto alto, retoca o esmalte, maldito esmalte que resolve lascar bem na hora em que você aplica mais uma camada de rímel. Você tem um pouco mais de quinze, um pouco menos de dezessete. E o top é aquele cara com a barba cerrada, gostoso que só vendo, tem as coxas mais bonitas e suadas do universo, você adora ver o balancê balancê dele, meu deus, é um deus! O top bebe, fuma e faz cara de malvado. Você aprende a fumar, a beber e a fazer cara de conquistadora.


Chega o dia da bendita festa. Você, linda, com esmalte retocado, chapa na juba, cara de sou-poderosa-sim-senhor chega no lugar. O ambiente é uma boate esfumaçada, com música que deixa qualquer um surdo, cheio de gente bebendo, vomitando, cheirando, fumando. Vocês tomam um gole de cerveja. Ele coloca a latinha mais pro lado e diz vem cá. Você vai. Ele te pega na cintura, segura o seu cabelo e te beija alucinadamente. E você dá aquele beijo que seria o beijo mais histórico de toda a humanidade, ninguém beijou assim, nem mesmo os dinossauros. Ele diz vamos lá em casa? Você faz cara de paisagem amanhecendo. E então ele diz vou no banheiro. E você diz tá.


Ingênua e boba, fuma mais um cigarro, toma mais uma cerveja. Ele volta. Te pega e te beija. E diz vamos lá pra casa? Você diz que não, o que é isso, não foi assim que a minha mãe me ensinou, fazer o quê lá? E ele diz ah, vamos, não te faz de difícil, vamos gatinha. E você se pergunta hein, gatinha , que brega, meu filho! E ele diz ah, vamos, você não vai se arrepender, quero te mostrar a minha coleção de CD´S. Ele insiste, insiste e insiste mais uma vez. Você sente vontade de mandar ele enfiar a CDzaiada inteira no cu. Mas segura. Segura, peão. Ele diz então vou no banheiro e já volto. Você fuma mais um cigarro, toma mais uma cerveja. Mais um, mais uma. Outro, outra. Nada. Então você não acredita no que os seus olhos estão vendo. Ele, o top bebum e fumante da escola aparece beijando, abraçando, lambendo, quase comendo uma menina no cantinho esfumaçado da boate esfumaçada. ''
' Era um misto de nojo com apetite. Uma vontade de botar a língua pra fora pra vomitar mas aproveitar a queda pra lamber os pés dele. Eu queria enfiar a cabeça dele na privada e dar descarga. Ao mesmo tempo que eu queria a liberdade de nadar naquela água suja.
Eu disse não. Mandei ele ir embora. E ria, trincava os dentes, estalava os dedos, mudava a voz o tempo todo, que voz quero usar, o que quero ser, que coisa é essa que tenho que tirar de mim se não sei nem de onde tiro e nem pra onde vai depois. Quase ajoelhei pra pedir que ele saísse da minha frente. Aquela força toda, aquele homem todo e eu dizendo não, me deu uma pena de mim. Eu não dizia não porque não queria ou porque queria. Eu dizia não porque, nossa...
E ele segurou meu braço. Ficou me olhando, olhando, olhando. Como se dissesse, você nem pensa nada disso na verdade. Como se dissesse, não valorize demais, nem a mim, nem a você. Porque era o que na verdade, no fundo, eu estava fazendo, me valorizando demais. Eternamente intocável no meu personagem que nunca merece. Seus olhos tinham um estampado de vamos acabar logo com isso. Como se fosse uma doença o que pegamos no outro hotel, no bar. E agora, inevitavelmente, assim como ele, que combinássemos de nos curar juntos. E eu disse não. Eu disse não para ele e seus mil anos e mil sexos e mil cigarros e mil bebidas e mil homens e mil mulheres e mil tranquilidades e mil mundos e mil encoxadas. Eu era uma dizendo não para mil. Eu estava dizendo não para o homem inevitável. A única espécie de ser que jamais pode ouvir não. E eu, que pena, disse não porque se dissesse sim não teria a menor ideia do que fazer com aquilo tudo. Com tudo o que ele representava. '


/tudonovaral

18.8.10

Amanhã.

Parei por aqui.
Agora, honestamente.
E me encontrei aqui fazendo planos para o meu nada.

Eu falo de morte como falo de amor e de vida, são versões da mesma história, história que inventei e não deu certo, deixei de acreditar.
Na verdade, eu tinha preparado e organizado tudo, estava tudo combinado, ajeitado da melhor forma para que fosse uma vida feliz, mas a deformidade foi maior e venceu.
O estranho me envolveu e eu caí de cama.
Não quero, tenho preguiça de pensar que pode ser de novo, e eu não tenho o direito de me desapontar ainda mais.

Sou cruel demais com os outros, minto, traio, mas comigo mesma preciso ser leal.
Meu corpo está povoado por verdades sobre mim que não preciso e nem quero mostrar.
Se eu pudesse fazer um pedido, eu pediria pra viver, fora isso não quero pedir nada.
Não quero mais o que tem em volta, quero fazer parte de uma notícia do passado e gostaria muito que me esquecessem.

Eu precisava tanto ir embora, e queria alguém que me pegasse pela mão e mostrasse o caminho. É confuso.
Porque também queria ir sozinha.


Quero anotar aqui uma coisa boa pro meu futuro.. mais deixa pra amanhã.
Amanhã.

Modo defensivo.

Não era nada com você. ou quase nada.
Estou tão desintegrada.
Atravessei o resto da noite encarando minha desintegração. joguei sobre você tantos medos, tanta coisa travada, tanto medo de rejeição, tanta dor.
Difícil explicar.
Muitas coisas duras por dentro. farpas. uma pressa, uma urgência e uma compulsão horrível de quebrar imediatamente qualquer relação bonita que mal comece a acontecer. destruir antes que cresça. com requintes, com sofreguidão, com textos que me vêm prontos e faces que se sobrepõem às outras.
Para que não me firam, minto.
E tomo a providência cuidadosa de eu mesma me ferir, sem prestar atenção se estou ferindo o outro também.
Não queria fazer mal a você. não queria que você chorasse. não queria cobrar absolutamente nada.

Bem vindo ao mundo real...

... é uma droga, você vai amar!



12.8.10

Um belo texto.

Nesses dias tristes em que meu coração encontra-se definhando de sede como as flores que necessitam de água mas não a tem, tudo que preciso é reescrever meu mais belo texto. Não quero mais que aquele outro belo texto seja o mais belo texto; quero, antes, encontrar em meio a não sei o que ou à inspiração ou a um novo amor ou ainda a um milagre, enfim, quero encontrar para escrever meu mais novo belo texto. E que seja colorido, com leve aroma bom de se cheirar. Que seja também delicado, mas sem perder sua força. Tem que ter impacto, tem que fazer bem aos ouvidos, olho e coração, e tem que ser simples. O mais belo texto tem que ter consistência, tem que fazer sonhar, deveria também ter esperança, e deveria deixar a todos felizes, independente de ser um texto de amor, ou de amizade, ou de qualquer outra temática humana ou não.
O mais belo texto do mundo também deveria ser tolerante, deveria sofrer menos e rir muito mais, relaxado e feliz, além de confiante. Estou... à espera do caminho que dê ao mais belo texto do mundo, o novo mais belo texto do mundo. E já estou à caminho. As flores secas estão todas para trás, assim como algumas cascas, certas saudades e meia dúzia de outras coisas que pesavam em minhas costas.



creia.

10.8.10

Passado feliz

que eu não consigo esquecer. tudo mudou eu sei, o tempo também, não há porque voltar. mas quando olho pra você, vejo que talvez errei também, não sei. e o teu silêncio me faz mal, mas ninguém se importa no final. sonhos confusos me deram forças pra viver. não há escolhas, eu me iludo sem você, mas tudo vai acabar bem.

Eu estou tão cheia.

De músicas de amor.
Tão cansada de lágrimas.
Tão acabada, com o desejo de que você estivesse aqui.
Eu estou tão cheia de músicas de amor, tão tristes e lentas.

Então por que eu não consigo desligar o rádio?





8.8.10

Feliz dia dos pais


Para todos os pais do mundo.

Especialmente o meu,
que é o meu herói (clishé), meu exemplo, minha companhia, minha força e coragem, a unica pessoa a quem eu confio minha vida, quem me mandou para ter a vida, quem cuidou de mim desde quando eu estava no ventre de minha mãe, ele sim merece tudo que eu posso e que eu julgo não poder,
enfim, eu te amo com todas as minhas forças.
Pai, eis a razão da minha vida.
Eu simplesmente e incondicionalmente te amo !

7.8.10

Não sei se te amo ou te odeio. Quero te mandar para longe, mas te quero por perto. Quero te arrancar do meu peito, mas te quero de qualquer jeito. Vou fugir daqui, para um lugar onde não haja nenhuma maneira de encontrar você. Onde as pessoas não conheçam a história de nós dois. Vou escutar uma música que não me faça lembrar de você. Vou ver um filme de amor que não termine como o nosso terminou. Vou andar por onde você nunca passou, para que não exista nenhum vestígio seu. Onde meus olhos possam percorrer toda volta sem o risco de te ver. Vou ficar por lá, até que a sua imagem se apague da minha memória. Até que eu não sinta mais teu cheiro no meu corpo. Então com o coração já refeito, eu voltarei. E se um dia te encontrar, por certo encontrarei, não vou te reconhecer. Mas você vai me olhar, não vai acreditar no que vê. Seu coração vai disparar e nada vai conseguir dizer. Eu vou sorrir e te comprimentar, sem muita demora eu vou seguir. Você estagnado, vai permanecer ali parado.. E vai entender que me amava e que sempre fui eu a pessoa que você procurava.

Ele nem imagina.

Se ele soubesse, que é nele que eu penso todas as manhãs, e o resto do dia também. Que dos meus sonhos mais lindos, a coisa mais linda é ele. Que quando me perguntam qual é o meu perfume preferido eu digo o nome do perfume que ele usa. que a minha música preferida é a música que ele adora. E que quando me perguntam qual foi a coisa mais linda que eu já escutei, eu respondo: foi quando ele disse que me amava.

Vai e vem de sentimentos.

Tenho que dizer que não consigo mais amar ninguem.
não posso esquecer de comentar que viver sem ele não é dificil, mas não pensar (relembrar) é impossivel.

Pois é,
seja com poemas, blues, ou versadamente, seja lá complicadamente como for,
ta dificil, ta doloroso, ta chato, ta possesso, mas não é impossivel.

4.8.10

Desapeguei-me de mim.

É que em teu corpo o meu si encaixa, entre meus dedos falta algo - acho que são os seus dedos -.

é que só pra você eu podia contar tudo, você entenderia, não si assustava com nada. eu amava teus defeitos tanto quanto as qualidades e você sentia o mesmo por mim.

é que só contigo, um olhar bastava pra que tudo si resolvesse.

é que quando me dava vontade de ti bater você me amava, me abraçava.

é que quando eu chorava você não gostava,

é que só você sempre me disse pra nunca chorar pra um homem, nunca, mesmo sendo um. e você foi o unico por quem eu chorei. lutei. me humilhei. só você soube e saberá sempre como me fazer verdadeiramente completa e feliz.

e sem ti agora, por vezes é tão dificil. já me acostumei, já sim. só meu coração que não.
este sim,
não quer amar mais não.

29.7.10

Ela deveria te odiar pelo simples fato de você fazê-la rir sozinha e se sentir no céu ao mesmo tempo. Você a deixa inquieta. Basta analisar por um breve momento: ela não consegue te odiar. Talvez não fosse tão difícil te odiar por um minuto sem intervalos, se ela não passasse a maior parte do dia pensando em como seu sorriso é capaz de fazer seus olhos brilharem, ou como seu jeito de olhá-la faz sua boca sorrir, e em como suas mãos fazem um carinho capaz de realizar nela uma sensação paranormal. Te odiar não é mais possível. Digamos que ela perdeu o controle, não estava no roteiro sentir saudade constante de você, ou ficar elétrica depois de desligar o telefone e ficar com uma vontade louca de retornar, só pra dizer que sente sua falta. Não estava nos planos fechar os olhos e pensar em você, lembrar do teu olhar tão próximo enquanto você falava..

27.7.10

Viva intensamente.

Nao me importo se você lambe as janelas, ande num ônibus especial ou então,
ocasionalmente
voce se comporta como um louco...
Mas aguente, porque você é especial.

A cada 60 segundos que você passa com raiva, contrariado ou louco,
equivale a um minuto de felicidade que você perde.




A vida é curta,
quebre as regras,
perdoe rapidamente,
beije lentamente,
ame verdadeiramente,
ria sem controle
E nunca se arrependa de coisa alguma que te faz sorrir.

A vida pode não ser uma festa que sempre esperávamos,
mas enquanto estamos aqui devemos DANÇAR.

24.7.10

Esse meu coração que me faz dizer asneiras.

- A minha vida eu preciso mudar todo dia pra escapar da rotina... ♪

Hora o esqueço, vivo, me apaixono, arrisco.
Hora me pego com os olhos a lagrimejar, pensando novamente nele, relembrandos aqueles momentos que foram nossos e só, que pesam tanto que me faz querer revivelos, e dai então, sacudo a cabeça, aperto o rosto e falo a mim mesma: "Não garota, esqueça, passou, acabou, ACEITE."
então eu volto pro mundo real, e penso que então pela forma não dolorosa, porem, sem motivos que acabou e pelas suas atitudes super idiotas hoje em dia, eu deveria ti odiar, não? Porque não intão?
Isso facilitaria tudo.
Mas é incrivel como tudo em minha vida, teima em ser mais complicado, dificil, doloroso.
Incrivel.
Mas eu não sinto nada ao vê-lo. Eu não quero estar perto. Eu não quero nem procuro saber dele.
Mas sinto tanta falta, que ja nem a sinto mais. intende?
É tanto, é tão grande que não sei como diferenciar, essa falta, da vontade de querer novamente.
É tudo tão dificil de compreender.
Não devo e sei que eu diria não si viesse me buscar, mas há noites em que eu ti chamo em silêncio, há noites em que eu gostaria que tudo isso fosse apenas um tempo, uma fase, mas sei que não é. isso tudo me fere. mas me endurece.

A garota doce, engênua, teimosa e extramamente carente que ele conheceu, si perdeu.
Mas ela acredita que um dia alguem à de encontra-la. E si isso não acontecer, talvez ela fique melhor assim. quem sabe.

23.7.10

Melhor é agir.

Quantas vezes desejamos que o tempo parasse?
Quantas vezes dizemos 'se eu pudesse voltar atrás'?
Quantas vezes queríamos remendar os nosso erros?
Quantas vezes queremos que o tempo derretesse por mais uns pequenos segundos? (...)

Saberíamos nós se não iríamos repetir as mesmas asneiras! Pedir não chega, temos de usar a ação,como já sabemos que o tempo não recua porque ficar a espera? Porque não avançar logo em vez de matar tempo???
Eu já percebi isso, e que voltar atrás é só queimar tempo e em vez de choramingar pelos cantos passar a ação é o melhor.


Não poderia tentar fazer algo impossivel.

Entre dias quentes e noites frias eu sabia que algo estava errado,algo muito importante,iria mudar tudo,algo estranho tentava-me avisar só que eu não me apercebia que isso iria mudar tudo,o mais difícil era perceber no meio disso tudo a razão pela qual esta mudança seria tão importante na minha vida.
Ao tentar perceber ficava na ignorância fitando-te nos olhos directamente e tu olhavas para a minha face sabendo que algo se passava comigo,mas ambos e fingimos ser cegos e eu não sabia porque negavas a reacção mesmo sabendo que ela existia e querias a sentir a todo o custo.
Porque eras tão diferente da palavra 'normal'.Parecias que querias que eu descobri-se só que ao mesmo tempo que eu não descubrisse porque estavas com medo disso,estavas com medo de ti próprio e não sabias lidar com a situação-mesmo precisando de ajuda lutavas-,mas achares a situação 'independente' pondo a vida de mais pessoas sem ser a tua era egoísta demais para eu te deixar cometer o acto sem te avisar-mesmo sabendo que isso poderia custar mais do que simples palavras usando em vão.
Sabia que ao falar contigo iria apostar em tudo e em nada,sabia que iria ser demasiado difícil,mas era um erro que tinha de cometer a todo o custo sem mesmo ligado as consequências do acto desesperado da minha parte.Acreditei que podia-te mudar inesperadamente do que iria resultar dessa barbaridade,só que eu sei como sou e acho que posso mudar tudo,mas ao tentar-te mudar saberia que não iria ser papa doce,e iria usar as armas mais difíceis e poderosas que teria para lutar contra ti mesmo.

Memoria embaraçada.


Nada mudou. Tu continuaste distante e eu continuei a tentar aceitar a tua distância. Não me restava outra alternativa. Agora que eu queria seguir e tinha motivos e meios para tal, não consigo, porque existe neste presente momento o que não existia quando o tempo assim o necessitava. Todo o meu sangue teima em queimar o teu nome em mim, constantemente dou por mim a tentar sufocá-lo, mas torna-se tão doente como cortes nas veias principais do coração, rasgo-me, magoou-me e privo-me sempre do que não devia. És como a doença esquematicamente estudada, foste o gênio da turma na disciplina do amor, e eu acabei por ser chumbada por não ter saído vitoriosa como tu. Lamento seriamente todos os gritos feitos com o teu nome no ar, à procura do que na verdade não sabia, gastei os teus caracteres em nuvens e sois demasiado farruscos, não lhe chamo de perda de tempo, a sério, não chamo, e mesmo os pensamentos equilibrados na balança amorosa da mente, o teu nome pesara mais quee o meu próprio, mas não foi perdido, nenhum relógio partiu-se, nem o conseguiria partir, porque ainda cá estás. Transpiro o teu nome, grito-o na almofada algumas noites, tentando destruir a idéia de que poderás voltar.

16.7.10

E eu posso.

Ninguém disse que os dias eram meus
nem ninguém me prometeu nada,
sou eu que penso que posso viver sempre mais uma manhã.

Ninguém disse que os teus sorrisos me pertencem,
ninguém me prometeu nada,
sou eu que penso que posso arrancar sempre mais uma das tuas gargalhadas.

12.7.10

Um leve desespero.

Vivo surda

por gritar comigo mesma

em silêncio,

todos os dias,

dentro da minha cabeça..

8.7.10

O longe do que pretendo.

Vivo na terra dos sonhos. Sou imunda aos princípios horizontais da mente. Penso. Reajo. Mato-me por dentro vigorosamente. Bato com os pés atados nas mãos. Sigilo o cadeado incestuosamente acanhado pela solidão. Apenas uma, penso - só apenas uma no meio de tanta população. Ironicamente, sozinha me sinto. Protelada pela movimentação caricata da cidade. Quantas mais pedras vejo, mais me torno una. Atiradas a uns. Pisadas por outros. E esquecidas por alguém. Não me torno metáfora. Não me torno hipérbole, para exagerada já sou eu e não preciso de mais. Torno-me, quiçá, em personificação, sempre tive uma veia dada à imaginação. Sempre falei com o sol, com a lua, com as flores, com as estrelas, com o mar. Sempre me senti acompanhada, mesmo distante, mesmo sentindo-me sozinha neste mundo, uma mão pousa no meu ombro gentilmente. Puxa-me. Sacode-me. E liberta-me. Mas não sei quem é, não tem nome, não tem definição. Ás vezes queria conhece-la. Mas o anonimato circunda a sua beleza, e aí entendo que se souber mais, perde a sua magia, e isso, é o longe do que pretendo.

6.7.10

Ao som do vento.

Tenho medo que o teu medo seja o meu. Que no final acabe por perceber que estou faminta de ti, e nem sequer o quero entender. Não chamo fases ao que não entendo. Confusões aparentes, trocas de palavras misturadas com o fanatismo em questão. A verdade é que queria-te aqui perto de mim, mas pensando melhor, talvez não seja o que prefiro. Decisões qe mais são indecisões, eu sei, e confesso qe preferia continuar a tê-las que perde-las sem as entender. Afinal o que era eu sei elas? Pau mandando às ordens de alguém tão desesperado por nadar não em ondas de mar, mas de espuma? Não meu amor. Não me fixo nisso. Se qeres alguém decidida, deixa-me entender-me a mim própria antes dos outros. Saltar estantes e derrubar páginas de livros espalhadas pelo chão do quarto. Não quero fazer das palavras dos outros minhas, todos têm definição para amar, para arrepios e constatações de amor verdadeiro, quando na verdade não podem ser designadas por gerais e quem saiba por verdadeiras, porqe eu não as sou, nem as pretendo comprar para me fazer delas . Eu sou diferente. Chama-me anormal, chama-me parva, tola e sabe-se lá mais o quê. Chama-me de tudo, mas nada me fará sentido. Gosto de ser eu a escrever o que sinto, sentir o que quero, e à minha maneira. Não ter capacidades de entender o que na verdade não quero entender. Prefiro o segredo, mistério e infinita curiosidade do que a morte desta. A vida não é para ser descoberta com base em frases feitas dos outros, acho-a mais importante que isso, é para ser vivida, e unicamente entendida à nossa maneira. Sempre me disseram que não existem duas pessoas iguais, nada é igual, uma perna nossa não é igual à outra, então porque é que generalizam tudo em livros? Se algum dia escrever algum, meu amor, oh se escrever, não escreverei com base em nenhuma história ou pensamento, sairá do meu peito, para que ninguém mais o entenda, sem ser eu - nós.

5.7.10

Sempre ali.

Sempre ali. Sentada. Conversando, escutando música, sorrindo, vendo o céu, vivendo.Sou um observador. Mas não observei.Todas as manhãs, ensolaradas ou não, lá está ela, sempre no mesmo lugar. Cada intervalo, cada minuto, mais vontade... mais vontade...Eu a amo. Contudo, um amor estranho. Um amor que mesmo distante, sem o toque, sem o olhar, cresce cada vez mais. E quando não a vejo, sentada ali, naquele lugar.Começo a imaginar, a pensar. Cadê você? Aquele lugar fica vazio, sem cor. Desespero. Olho para todos os lados e nada. Vou nas salas, nos corredores, na biblioteca, e até mesmo na área restrita. Nada.No outro dia, lá está você, imprevisível, utópica, misteriosa. Acaba o dia. E sonho. Você está em todos os meus sonhos. Não sei se algum dia vou falar, declarar, decretar, que você é exilir de vida, da minha.Eu a amo, e ela não sabe. Apenas imagino cada minuto nós deitados na praia, brincando no campo, caminhando no deserto, mergulhando no oceano, voando na atmosfera infinita.Novamente, estou sentado, no mesmo banco, com as mesmas pessoas. E volto a olhar, ou a pensar, se você veio ou não. Você torna meu dia mais feliz com um sorriso, felicidade pura, felicidade concreta, felicidade eterna.Fico feliz de você amar a vida. Obrigado por estar sempre ali, sorrindo. Mas um dia espero que me veja, e sinta na pele e nos olhos, a verdade.Você não me conhece. Sempre ali. Sentada. Eu não existo, mas eu a amo...


Você não vale a pena.

Que é uma pena, mas você não vale a pena, não vale uma fisgada dessa dor
Não cabe como rima de um poema, de tão pequeno
Mas vai e vem, e envenena, e me condena ao rancor
De repente cai o nível e eu me sinto uma imbecil
Repetindo, repetindo, repetindo como num disco riscado
O velho texto batido dos amantes mal amados, dos amores mal vividos
E o terror de ser deixada
Cutucando, relembrando, reabrindo a mesma velha ferida
E é pra não ter recaída que não me deixo esquecer
Que é uma pena, mas você não vale a pena.

2.7.10

E eu amei.

"...sinto falta de quando a imensa distância ainda me deixava te ver do outro lado da rua, passando apressado com seus ombros perfeitos. Sinto falta de lembrar que você me via tanto, que preferia fazer que não via nada. Sinta falta da sua tristeza, disfarçada em arrogância, em não dar conta, em não ter nem amor, nem vida, nem saco, nem músculos, nem medo, nem alma suficientes para me reter.

Prometi não tentar entender e apenas sentir, sentir mais uma vez, sentir apenas a falta de lamber suas coxas, a pele lisa, o joelho, a nuca, o umbigo, a virilha, as sujeiras. Sinto falta do mistério que era amar a última pessoa do mundo que eu amaria."

Algo além.

E no meio da noite,

quando eu decido que estou ótima
afinal de contas tenho uma vida incrível
e nem amava mesmo você,

eu me lembro de umas coisas de mil anos

e começo a amar você de um jeito que,

infelizmente,

não se parece em nada com pouco amor
e não se parece em nada com algo prestes
a acabar.

1.7.10

Quando penso.

Quando penso em você e eu e no que compartilhamos, sei que para os outros seria fácil menosprezar o tempo que passamos juntos simplesmente como um subproduto dos dias e noites à beira-mar, uma “aventura” que, a longo prazo, não significa absolutamente nada. É por isso que não conto às pessoas sobre nós. Eles não iriam entender, e não sinto necessidade de explicar, simplesmente porque sei em meu coração como foi real. Quando penso em você, não posso deixar de sorrir, sabendo que você me completa. Eu te amo, não só agora, mas sempre, e sonho com o dia em que você vai me abraçar novamente.

22.6.10

Insensível.

Sem sono, sem sexo, para você de sua ex-namorada.
Eu era muito intensa, era só me chamar e eu pulava.
Às vezes eu empurrarava meus sentimentos para te deixar sentir..
Eu sou procaína, eu sou insensível e nada real.
Como o inverno mais frio,
eu estou congelada pra você.

Eu estava fraca, você me fez..
Tão insensível, eu não consigo sentir nada mais por você.
Eu te dei meu tudo, querido.
Estou insensível.


Mas as lágrimas estavam caladas dentro de você, veja!
Eu previ isso quieta.
E vi que você tem seu jeito comigo...
Eu poderia ter chorado...
Mas as lágrimas estavam em silêncio dentro de você, veja!
Você me chamou de nomes,
Me fez sentir como se eu fosse burra,
Eu não senti nada...


E agora eu fui.

Como uma criança espancada
Eu me acostumei a sua dor, mas você sabe o motivo.

21.6.10

Page turned.

Eu limpei minhas mensagens, eu deletei meus emails, eu matei meus recados, eu estrangulei minhas esperas, eu arregacei as minhas mangas e deixei morrer quem estava embaixo delas. Eu risquei de vez as opções do meu caderninho, eu espremi a água escura do meu coração e ele se inchou de ar limpo, como uma esponja... Agora eu tô pronta pra outra.

17.6.10

Ela é assim ,

um mix de tudo que se possa imaginar dentro de uma grande capacidade de apenas não ser nada em definitivo. ela é aquilo que não consegue se encaixar em moldes pré-existentes, parece que ninguém nunca foi antes dela. ela se incomoda com isso, às vezes, muito.ela é cheia de sentimentos, parece que suas experiências se manifestam é no dorso do seu colo, e quase sempre, de vez em quando, tudo isso pesa. mas não tem modo, não existe maneira que a faça ser diferente. e ainda, graças a Deus, ela é diferente. algo que pesa e que tem o dom da leveza, algo que chora e que se manifesta em sorrisos, algo de forte, mas que se desmancha quando encontra a água.

15.6.10

Você é tão idiota,

cabeça dura, burro, preguiçoso, relaxado, incoveniente, atrapalhado, infantil...

sim, eu não tenho medo de lhe ofender porque você me irrita e si desculpa, mas em segundos volta a fazer a proxima coisa que me irrita, e isso vai ser muito dificil, muito mesmo,

mas eu quero tentar,
eu estou disposta a tentar,

e eu não vim aqui pra falar que não consigo viver sem você,
eu consigo viver sem você,
mas eu não quero.


Volta pra mim?



10.6.10

E depois?

Depois instala-se o caos. A dúvida. Os pesadelos. A confusão mental. O medo. O arrependimento. Os remorsos. A vontade. O desejo enfraquecido de dizer "não". Não voltar a enfiar o pé na argola, de nunca mais meter a pata na poça, nem o dedo na ferida. Até porque a ferida demora sempre (muito) tempo a fechar, mesmo que já não doa. Há que desenvolver uma estratégia completa e cortar o mal pela raíz. Acreditar no clishé "Longe da vista, longe do coração.", que nem sempre resulta mas vale (sempre) a pena tentar. Não telefonar. Não atender. Não escutar. Não ver. Não sentir. Não marcar encontros. Não repetir a dose, e principalmente... Não voltar a cair. Não, não e não! Sai sempre caro, e é um vicio para o qual não foi inventado nenhum antidoto eficaz.
É que o amor faz-nos voar, ainda que não tenhamos asas.
E mesmo que as tivessemos... também ele as cortou.

7.6.10

Um adeus para um novo começo.

A razão por que a despedida nos dói tanto é que nossas almas estão ligadas.
Talvez sempre tenham sido e sempre serão. Talvez nós tenhamos vivido mil vidas antes desta e em cada uma delas nós nos encontramos. E talvez a cada vez tenhamos sido forçados a nos separar pelos mesmos motivos. Isso significa que este adeus é ao mesmo tempo um adeus pelos últimos dez mil anos e um prelúdio do que virá. Quando olho para ti vejo a tua beleza e graça, e sei que cresceram mais fortes com cada vida que viveste. E sei que gastei todas as vidas antes desta à tua procura. Não de alguém como tu, mas de ti, porque a tua alma e a minha têm que andar sempre juntas. E assim, por uma razão que nenhum de nós entende, fomos obrigados a dizer-nos adeus. Adoraria dizer-te que tudo correrá bem para nós, e prometo fazer tudo o que puder para garantir que assim será. Mas se nunca nos voltarmos a encontrar outra vez, e isto for verdadeiramente um adeus, sei que nos veremos ainda noutra vida. Iremos encontrar-nos de novo, e talvez as estrelas tenham mudado, e nós não apenas nos amemos nesse tempo, mas por todos os tempos que tivemos antes

31.5.10

(Não)Conformada


Às vezes mais vale desistir do que insistir, esquecer do que querer, arrumar do que cultivar, anular do que desejar. No ar ficará para sempre a dúvida se fizemos bem, mas pelo menos temos a paz de ter feito aquilo que devia ser feito, (sei lá).

Às vezes é preciso mudar o que parece não ter solução, deitar tudo abaixo para voltar a construir do zero, bater com a porta e apanhar o último busão no derradeiro momento e sem olhar para trás, abrir a janela e jogar tudo fora, queimar cartas e fotografias, esquecer a voz e o cheiro, as mãos e a cor da pele, apagar a memória sem medo de a perder para sempre, esquecer tudo, cada momento, cada minuto, cada passo e cada palavra, cada promessa e cada desilusão, pôr tudo dentro de uma gaveta e jogar a chave fora, ou então pedir a alguém que guarde tudo num cofre e que a seguir esqueça o segredo.

Às vezes é preciso saber renunciar, não aceitar, não cooperar, não ouvir, nem cooperar, não pedir nem dar, não aceitar sem participar, sair pela porta da frente sem a fechar (às vezes acho que fechei), pedir silêncio e paz e sossego, sem dor, sem tristeza e sem medo de partir. E partir para outro mundo, para outro lugar, mesmo quando o que mais queremos é ficar, permanecer, construir, investir, amar. Porque quem parte é quem sabe para onde vai, quem escolhe o seu caminho e mesmo que não haja caminho porque o caminho se faz a andar, o sol, o vento, o céu, a musica e o cheiro do mar são os nossos (meus) guias, a única companhia, a certeza que fizemos bem e que não podia ser de outra maneira.

Quem fica, fica a ver, a pensar, a meditar, a lembrar. Até se conformar e um dia então esquecer.



E mesmo que me tenhas ensinado a partir numa noite triste, eu ensinei-te a chegar e pus-te a salvo para além da loucura e ensinei-te a não esquecer que o meu amor existe.

Esses reencontros crueis.

Tanta coisa vem acumulando em minha mente,
e eu estou sentindo falta de alguem pra partilhar.
Sinto falta daquele.
Gosto destes.
Mas não quero nenhum.
Não falo no geral, estou a falar de relacionamentos, mesmo.

Não consigo me envolver. Digo não saber o que há, mas eu sei,
é que eu não quero me envolver, ou melhor, eu gostaria sim, mas é como si meu coração ainda esperasse por aquele.

Nem tudo que eu digo é real, mas tudo que falo é verdade.
Nem tudo que eu sinto eu intendo, mas todos os meus sentimentos eu compreendo.
Não sei mas por qual caminho seguir, si continuar, si dobrar a primeira esquina e tentar um reencontro, não sei.
Até sei, mas, não há brechas. (eu intendo)

Sempre que me decido, algo me leva de volta a você,
não sei mais si sou eu, ou alguem lá encima que conspira por isso.
Talvez seja os dois.

26.5.10

Figurativamente falando.



Só me deêm isso, si puderem.
Si não, não critiquem nem conversem comigo sobre.
E o resto que vier, para mim, será lucro.
Apenas!

Não tô falando de mim, é sobre mim.

Perdi as contas das vezes em que confiei e quebrei a cara.
Eu sou tão desconfiada, cismada, mas confio demais isso quando confio.
Já amei tanto, e sofri com isso, e tambem não sofri nada, só aprendi, afinal, a unica coisa que si ganha com lagrimas de tristezas e dôr é a experiência, além de olheiras e dôr de cabeça.
Eu falo demais sabe, as vezes conto o que não deveria contar a pessoas que não sabem ouvir, nem intendem. E por vezes pessoas não conseguem nem si comunicar porque quando começam lá estou eu falando sem parar, dando opniões sem si quer a mesma ter finalizado o pensamento.
Eu falo pouco, sou do tipo "cinema mudo", prefiro demonstrar com atos, só falo quando creio que devo falar, só opino quando pedem, e só respondo a provocações com meu silêncio, ah, não há vingança melhor do que o silêncio, estou certa?
Eu não gosto de mim, odeio minhas crises de solidão, odeio não ter sempre alguem me paparicando, não gosto quando acordo me olho no espelho e lá esta aquela cara amassada de quem não é feliz ou de quem não durmiu bem, pelo menos não o suficiente. Odeio-me por ter mais inspiração em escrever sobre aquele que si foi do que por este que pode estar.
Mas eu me amo sabe, gosto tanto do meu sorriso sincero, não é porque falo de mim, é que é sincero sim, não sorrio pra quem não merece, a não ser que me deixe sem resposta, só sorrio quando estou feliz ou sem graça e quando não tenho o que falar, gosto tanto de me olhar no espelho ao acordar, me vejo tão naturalmente bonita e por vezes acho graça da minha olheira e cara amassada de quem durmiu demais, amo minha mania de ficar balançando o pé em qualquer lugar e ocasião, tenho uma mania feia de roer unha, mas juro estou a parar, é serio. Adoro ser notada, paparicada, principalmente por amigos sabe, é que pela familia já é normal, não tem esse que cresça sem ser posto pelo menos uma vez no colinho da vó enquanto ela fala coisas legais, ou conta historinhas, ou aquela prima mais nova que quer ser como você e ti elogia o tempo todo, ou até mesmo aquela irmã mais velha que tem ciumes por você ser a caçula mas no fundo ti acha tão sortuda que quando não esta brigando esta ti vangloriando.
Vai! ser paparicado pelos amigos é bem mais legal, ate mesmo porque você acredita que é especial, que gostam de você pelo seu jeito, sem você pedir, sem ser porque é pra ser, como tudo deve ser...

Falei pouco de mim, porém demais aqui.

24.5.10

Sem complicações.

Você pediu que eu fosse sincera. Pediu que houvesse sempre compreensão entre nós. Pediu-me que não agisse de cabeça quente, que não tirasse conclusões sobre ti precipitadamente. Sabes o que fiz? Abri o meu coração para ti. Mostrei-te o meu mundo. Fui sincera pois fui para ti algo que, ás vezes, nem sequer me atrevo a ser para mim. Levei-te pelos caminhos encantados dos meus sonhos e te mostrei tudo aquilo que cabia no meu ser. Apresentei-te os meus medos, as minhas fragilidades e até os meus fantasmas. Esperando sempre que, tal como eu, tu, com a tua tão grande compreensão (dizias tu) afugentasses tudo o que havia de errado e me tornasses numa pessoa melhor. Melhor... Para ti. Te mostrei o que sou, o que sonho, o que temo, o que vivo, o que penso. Mostrei-te o que de mais frágil e puro existe em mim... Abri a caixinha onde guardo a essência do meu ser e deixei assim, aberta. Esperando que com as tuas mãos delicadas a conhecesses, a sentisses, a guardasses para ti. Quis acreditar no que via no teu olhar e no que o meu coração palpitava quando me abraçavas com força e me fazias sentir tão segura.
Sim. eu fui sincera. Mas sei que também te compreendi. Ouvi as tuas histórias atenta aos teus movimentos, aos teus gestos, acabei as tuas frases quando não encontravas a palavra certa... Advinhei e antevi tudo o que sentias. Tudo o que não dizias, mas querias dizer. Sei que também te compreendi porque os teus olhos passaram a ser bem mais sinceros que qualquer palavra tua que soasse no ar. Precipitada? Fechei os punhos com toda a minha força. Engoli em seco. E quantas noites! E quantas manhãs! Quantas tardes! Quantos momentos! Me odiei. Por ti. Por ti quis mudar e senti-me fraca mesmo com toda a força de vontade, mesmo com toda a certeza do meu erro, mesmo com todo o meu amor por ti. Lutei e por ti, pelos erros que me jogas-te na cara, dizendo: desculpas, para quê?, fazendo-me acreditar que iria conseguir mudar... E eu me vi cair... Ás vezes não conseguimos ir contra aquilo que somos. E odeio-me (odiei-me). E tu sabes. E mesmo assim fingis(-te) não ver. Se posso também pedir. Talvez porque dei. Então, peço-te que ja que prefiris-te ser covarde e fugir, então que entre nós não hajam segredos ou meias-verdades, apenas uma sinceridade extrema e uma distância plena.

19.5.10

Desapego.

É, eu não lembro de ter lhe contado, mas si eu pudesse não contaria.
Eu estive sonhando com você durante tanto tempo.
Em que você voltava pra mim.
Pois é,
tudo não si passa de apenas mais um sonho.

Você como sempre cheio de orgulho e medo, não sede ao amor e com isso me afasta de ti.
Mas estas por conseguir,
eu estou a desistir de tudo.
Não da mais pra mim, ti esperar,
não há mais motivos que eu possa inventar só pra acreditar que você vai voltar.

Por tanto tempo, esperei,
Mas não só esperei como tentei e você sabe o quanto tentei
ti fazer arriscar,
mesmo assim você teve medo.

E, enfim, estou de volta a mim, aos meus papeis e canetas, as minhas fotografias e músicas.
Sempre foi isso, além da lua, que nunca me decepcionara (abandonara).

15.5.10

Tu quem perdeste.

Destruíste tudo aquilo que criaste, disseste o que quiseste e comigo nem te importaste. Agarraste-te em momentos, e momentos apagaste. Pensas que me decoraste? Foste tu quem perdeu tantas palavras minhas, não imaginas a força que tenho por detrás deste jeito de menina. Eu sou a força que tu nunca tiveste, eu sou aquilo que tu um dia perdeste! Eu sou o sentimento que tu nunca conheceste, eu sou a luta a que tu nunca te submeteste. Eu sou a garra que agarra qualquer disputa. Eu sou a mulher que hoje em dia nem te escuta. Eu não sou mais uma, eu nasci para ser aquela! Eu sou a diferença das tuas amigas que não passam de cadelas. Eu sou aquilo que é demais para os teus braços manterem, e estou alta demais para os teus olhos verem. Por isso antes de pensares, que viraste as costas e me magoaste. Ou que eu sofro no destino que tu traçaste. Quero só dizer que saíste da minha vida, tal como entraste, e que não me afectam as palavras que falaste... Porque eu sou mesmo muito mais, do que alguma vez sonhaste!

Sem motivos para voltar e feliz.

Não que o amor seja sempre assim, mas comigo foi assim.

Ele chegou, me fez a mulher mais feliz e depois foi embora sem dizer o porque. Então, porque eu voltaria pra ele? Ele não me deu motivos para isso.

O meu amor não me dará estrutura e não realizará meus sonhos, ele irá me tornar uma mulher normal, igual a todas que si contentam com pouco - casa pequena, pouca comida, dinheiro contado e nenhuma viajem -, eu não, eu sou diferente, quero mais, quero sempre mais, não demais, apenas mais.

Há quem leia isto e me intitule uma 'sem coração' mas é que meu coração ficou com aquele amor que partiu sem despidida, sem porque, e não é só porisso. Essas palavras não passam de uma realidade que muitos conhecem, porem nem todos querem acreditar.



25.4.10

Apagar e dormir

É preciso entender que os poetas nunca falam sobre as coisas acerca das quais estão a falar. Falam sobre as coisas para falar sobre si mesmos. É isso que são as metáforas. Retratos da alma. Fernando Pessoa escreveu sobre as estrelas… Tão distantes. Mas era sobre si mesmo que falava.
“Tenho dó das estrelas luzindo há tanto tempo, há tanto tempo… Tenho dó delas. Não haverá um cansaço das coisas, de todas as coisas, como das pernas ou de um braço? Um cansaço de existir, de ser, só de ser, o ser triste brilhar ou sorrir… Não haverá, enfim, para as coisas que são, não a morte, mas sim uma outra espécie de fim, ou uma grande razão ─ qualquer coisa assim como um perdão?”
Sim, ele estava muito cansado. Seu cansaço deveria ser tão grande como o cansaço das estrelas, brilhando sem fim, desejando apagar e dormir.

Encontro e separação

Amor é isto: a dialética entre a alegria do encontro e a dor da separação. E neste espaço o amor só sobrevive graças a algo que se chama fidelidade: a espera do regresso. Quem não pode suportar a dor da separação não está preparado para o amor. Porque o amor é algo que não se possui, jamais. É evento de graça. Aparece quando quer, e só nos resta ficar à espera. E, quando ele volta, a alegria volta com ele. E sentimos então que valeu a pena suportar a dor da ausência, pela alegria do reencontro.

"Ja não sinto mais nada"

Nas tardes seguintes, Bruno retornou ao ponto da cerca onde os dois costumavam se encontrar, mas Shmuel nunca mais apareceu. Depois de quase uma semana ele se convenceu de que o que havia feito fora tão terrível que jamais seria perdoado, porém no sétimo dia ficou extasiado ao ver Shmuel esperando por ele, sentado de pernas cruzadas no chão, como sempre, e olhando para a poeira debaixo de si.

“Shmuel’, disse ele, correndo na direção do amigo e sentando-se, quase chorando de alívio e arrependimento. “Eu sinto tanto, Shmuel. Não sei por que fiz aquilo. Diga que me perdoa.”

“Tudo bem”, disse Shmuel, olhando para ele. Seu rosto estava todo machucado e Bruno fez uma careta, por um instante se esquecendo das desculpas que estava pedindo.

“O que aconteceu com você?”, ele perguntou, mas não esperou pela resposta.
“Foi a bicicleta?” Porque uma vez isso aconteceu comigo lá em Berlim há uns dois anos. Eu caí da bicicleta quando estava indo rápido demais e fiquei todo roxo durante semanas. Está doendo?”

“Nem sinto mais”, disse Shmuel.

“Parece que dói.”

Já não sinto mais nada”, disse Shmuel.

“Bem, sinto muito pela semana passada”, disse Bruno. “Eu odeio aquele tenente Kotler. Ele pensa que é o manda-chuva, mas não é.” Bruno hesitou por um instante, sem querer perder o fio da meada. Sentiu que deveria dizer mais uma vez e com muita sinceridade. “Eu sinto muitíssimo, Shmuel”, disse numa voz bem clara. “Não posso acreditar que não contei a ele a verdade. Nunca desapontei um amigo dessa maneira antes. Shmuel, estou envergonhado de mim mesmo.”

Quando Bruno disse isso, Shmuel sorriu e balançou a cabeça e Bruno soube que estava perdoado. Então Shmuel fez algo que nunca havia feito antes: ele ergueu a parte de baixo da cerca como sempre fazia quando o amigo lhe trazia comida, mas desta vez ele estendeu a mão por baixo e a manteve lá, esperando até que Bruno fizesse o mesmo. Os dois meninos apertaram as mãos e sorriram um para o outro.

Foi a primeira vez que eles se tocaram.




Não faz sentido...

Primeiro quis escrever nossa história para livrar-me dela. Mas para esse objetivo as lembranças não vieram. Então notei como a nossa história estava escapando de mim e quis recolhê-la de novo por meio do trabalho de escrever, mas isso também não destravou as memórias. Há alguns anos deixo nossa história em paz. Fiz as pases com ela. E ela retornou, detalhe após detalhe, de uma maneira redonda, fechada e direcionada que já não me deixa triste. Que história triste, pensei durante muito tempo. Não que eu pense agora que ela é feliz. Mas penso que é verdadeira e, diante disso, perguntar se é triste ou feliz é algo que não faz sentido.

24.4.10

Apenas

Não há inocentes. Apenas diferentes graus de responsabilidade.

12.4.10

Talvez uma decisão, enfim.

É em dias off como os de ontem que, quando achamos que nada mais pode perturbar o nosso humor, (falta de) paciência, e nostalgia, acontece algo que certamente muda tudo isso. Eu tenho andando melhor, sabes? O que não queria que soubesses é que, os piores dias se deveram à falta que de ti sentia. Achava que só faziam sentido quando estavas do meu lado, com palavras de conforto que me prendiam a ti de uma forma inquebravél. E, o que entristece mais, é que esses dias existiram .. Ambos sabemos, mesmo que curtos, eles estiveram lá. Cada dia com a sua história, com o seu momento. Tu deixaste-me a contar a história sozinha e, quando não tinha mais nada para lhe juntar, tive mesmo que acabar com ela. Desculpa. Eu queria que ela tivesse continuado. E tu aproveitaste-te disso para a contornares e saires livre dela. Há muito tempo que não pensava nela, e isso devo-te agradecer a ti. Foram os teus empurrões, as tuas palavras cheias de cinismo e frieza que fizeram com que caísse em mim. Custou muito, e demorou, mas sempre ouvi dizer que "mais vale tarde que nunca"; pessoalmente, preferia saber que poderias voltar, mesmo que passassem meses, anos em vez de deixares a (nossa) história incompleta. Ambos sabemos que ela não vai ter recomeço, mas não a pretendo modificar incluindo alguém nela. Acabada ou não, é nossa, e isso nem as piores palavras e o tempo podem mudar. Nunca percebi bem as tuas mudanças de atitude quando, em dias que eu menos esperava, falavas-me num tom como se nada se tivesse passado e estivesse tudo bem. Muitas vezes dou por mim a olhar para trás, e, realmente, a pessoa por quem me apaixonei em ínicios de Verão não é a pessoa que és. Na altura idealizei-te, ajudaste a criar uma imagem de ti que se tornou imprescendível à minha vida, claro .. convinha-te na altura, não é? É sempre assim. Hoje vejo que conheci duas personalidades completamente diferentes numa só pessoa, mas por qualquer uma delas chorei, lutei e tive os melhores e piores dias da minha vida. Não duvido dos teus sentimentos por mim quando os dizias ter, mas asseguro-me que os meus eram os mais completos, mais seguros e mais óbvios .Não percebo porque é que, depois de tanto tempo, de últimas conversas fracassadas e palavras carregadas de agressividade, fizeste questão de me mostrar que ainda existias. Existes, facto que ultimamente tinha esquecido por antes tanto me lembrar. E porque é que haveria de ir ao teu encontro no fim do mês? Talvez ficássemos cúmplices de uma história que não acabámos de viver, talvez recordassemos os primeiros dias com o mesmo amor que outrora existia. Mas eu sei que não ia ser isso .. O mais provavél era ficarmos parados durante horas a olhar um para o outro, para o mar ou para as pessoas em redor, ficávamos assim até um de nós arranjar maneira de quebrar o silêncio, mesmo que fosse da forma mais despropositada. Eu ainda não tomei a minha decisão, não sei distinguir a má da boa escolha. Mas, independentemente da que tomar, sei que vou olhar para trás e ver que escolhi o caminho certo.

7.4.10

Conversando

A: Você é meu companheiro.
B: Hein?
A: Você é meu companheiro, eu disse.
B: O quê?
A: Eu disse que você é meu companheiro.
B: O que é que você quer dizer com isso?
A: Eu quero dizer que você é meu companheiro. Só isso.
B: Tem alguma coisa atrás, eu sinto.
A: Não. Não tem nada. Deixa de ser paranóico.
B: Não é disso que estou falando.
A: Você está falando do quê, então?
B: Eu estou falando disso que você falou agora.
A: Ah, sei. Que eu sou teu companheiro.
B: Não, não foi assim: que eu sou teu companheiro.
A: Você também sente?
B: O quê?
A: Que você é meu companheiro?
B: Não me confunda. Tem alguma coisa atrás, eu sei.
A: Atrás do companheiro?
B: É. A: Não.
B: Você não sente?
A: Que você é meu companheiro? Sinto, sim. Claro que eu sinto. E você, não?
B: Não. Não é isso. Não é assim.
A: Você não quer que seja isso assim?
B: Não é que eu não queira: é que não é.
A: Não me confunda, por favor, não me confunda. No começo era claro.
B: Agora não?
A: Agora sim. Você quer?
B: O quê?
A: Ser meu companheiro.
B: Ser teu companheiro?
A: É.
B: Companheiro?
A: Sim.
B: Eu não sei. Por favor, não me confunda. No começo era claro. Tem alguma coisa atrás, você não vê?
A: Eu vejo. Eu quero.
B: O quê?
A: Que você seja meu companheiro.
B: Hein?
A: Eu quero que você seja meu companheiro, eu disse.
B: O quê?
A: Eu disse que eu quero que você seja meu companheiro.
B: Você disse?
A: Eu disse?
B: Não. Não foi assim: eu disse.
A: O quê?
B: Você é meu companheiro.
A: Hein?

(...) rsrs

6.4.10

No meio do caminho, talvez.

Andei amando loucamentee, como há muito tempo não acontecia. De repente a coisa começou a desacontecer. Bebi, chorei, ouvi Maria Bethânia, fumei variados, tive insônia e excesso de sono, falta de apetite e apetite em excesso, vaguei pelas madrugadas, escrevi poemas (mais do que o normal, juro). Penso que aagora está passando: um band-aid no coração, um sorriso nos lábios – e tudo bem. Ou: que se há de fazer...

5.4.10

Como faz pra ti esquecer ?


Você estava apaixonado por alguém e levou um fora. Acontece mais do que acidente de avião, desastre com romeiros e incêndio na floresta. Corações partidos é o grande drama nacional. O que fazer? Ainda não lançaram um manual de auto-ajuda que consiga eliminar nossa fossa, e dos amigos só podemos esperar uma frase, repetida à exaustão: tire esse cara da cabeça. Parece fácil. Mas alguém aí me diga: como é que se tira alguém de um lugar tão cheio de mistérios? --'
Gostar de alguém é função do coração, mas esquecer, não. É tarefa da nossa cabecinha, que aliás é nossa em termos: tem alguma coisa lá dentro que age por conta própria, sem dar satisfação. Quem dera um esforço de conscientização resolvesse o assunto: não gosto mais dele, não quero mais saber daquele prepotente, desapareça, um, dois e já! Parece que funcionou. Você sai na rua para testar. Sim, você conseguiu: olhou vitrines, comeu um sorvete e folheou duas revistas sem derramar uma única lágrima. Até que começa a tocar uma música no rádio e desanda a maionese. Você não tirou coisa alguma da cabeça, ele ainda está lá, cantando baixinho pra você.

Táticas. Não ficar em casa relendo cartas e revendo fotos. Descole uma festa e produza-se para matar. Você bem que tenta, mas nada sai como o planejado. Os casais que se beijam ao seu lado são como socos no estômago. Você se sente uma retardada na pista de dança. Um carinha puxa papo com você e tudo o que ele diz é comparado com o que o seu ex diria, com o que o seu ex faria. Chamem o EccoSalva.

Livros. Um ótimo hábito, mas em vez de abstrair, você acha que tudo o que o escritor escreve é para você em particular, tudo tem semelhança com o que você está vivendo, mesmo que você esteja lendo sobre a erupção do Vesúvio que soterrou Pompéia.

Viajar. Quem vai na bagagem? Ele. Você fica olhando a paisagem pela janela do ônibus e só no que pensa é onde ele estará agora, sem notar que ele está ali mesmo, preso na sua mente.

Livrar-se de uma lembrança é um processo lento, impossível de programar. Ninguém consegue tirar alguém da cabeça na hora que quer, e às vezes a única solução é inverter o jogo: em vez de tentar não pensar na pessoa, esgotar a dor. Permitir-se recordar, chorar, ter saudade. Um dia a ferida cicatriza e você, de tão acostumada com ela, acaba por esquecê-la. Com fórceps é que a criatura não sai.

… Se não era amor,

era da mesma família. Pois sobrou o que sobra dos corações abandonados. A carência. A saudade. A mágoa. Um quase desespero, uma espécie de avião em queda que a gente sabe que vai se estabilizar, só não se sabe se vai ser antes ou depois de se chocar contra o solo. Eu bati a 200 km por hora e estou voltando á pé pra casa, avariada. Eu sei,não precisa me dizer outra vez. Era uma diversão, uma paixonite, um jogo entre adultos. Telvez este seja o ponto. Talvez eu Não seja adulta o suficiente para brincar tão longe do meu patio, do meu quarto, das minhas bonecas. Onde é que eu estava com a cabeça, de acreditar em contos de fada, de achar que a gente muda o que sente, e que bastaria apertar um botão que as luzes apagariam e eu voltaria a minha vida satisfatória,sem seqüelas, sem registro de ocorrência? Eu não amei aquele cara. Eu tenho certeza que não. Eu amei a mim mesma naquela verdade inventada. Não era amor,era uma sorte. Não era amor, era uma travessura. Não era amor, eram dois travesseiros. Não era amor, eram dois celulares desligados. Não era amor, era de tarde. Não era amor, era inverno. Não era amor, era sem medo. Não era amor, era melhor..

2.4.10

Escolha emocionalmente feita sobre a razão.


Estavam lá no céu, todas as almas, umas eram somente razão, outras somente emoção, duas filas distintas.

Finalmente, chegou a minha vez de ser colocada em uma das filas. Olhei para ambas e me identifiquei com a da razão. Acontece, porém, que quando avistei você na da emoção, meus olhos brilharam, foi como se fosse um imã a me puxar.


Aproximei-me do Criador e lhe disse:

- Eu gostaria de ficar na fila da emoção, pode ser? ... é que existe uma doce alma por lá, que me encantou.

- Está bem, falou-me Ele, você até poderá escolher seu lugar, mas antes quero lhe explicar algo, depois então você fará a sua opção.


"Existem almas que são gêmeas,tudo nelas é igual, a única diferença que eu coloquei foi a razão e a emoção, justamente para que elas possam se completar, é como se fosse um encaixe. Possuo uma grande percepção para distinguir as almas gêmeas e por isso entendi, que aquela que se encontra ali na fila da emoção é a sua (Ele falou apontando para você). Daí querer te colocar na da razão.

Caso vocês fiquem juntas, o encanto das almas gêmeas se acabará, ao passo que se ficarem separadas, ele permanecerá. No entanto, devo lhe contar algo, as almas gêmeas, nem sempre se encontram, porém vivem sempre unidas pelo coração e por elas próprias. Por outro lado quando se encontram, jamais se separam, nem mesmo eu consigo executar esse afastamento."


Entendi naquele momento que a razão não sobrevive sem a emoção. e a emoção por sua vez, precisa da razão para viver.

Nesse instante fiz a minha escolha:

- Prefiro a fila da razão!


Encaminhei-me para o meu lugar, me posicionei e nesse mesmo instante, você, que não tinha até então percebido a minha presença, olhou-me e sorriu!


Hoje, eu sou a razão, você a emoção, eu te dou o chão e você me leva à lua.


Hoje, eu entendo o que o Criador quis me dizer com: "...é como se fosse um encaixe.


Hoje, eu sou a razão correndo atrás da emoção e você a emoção pedindo aos céus que eu possa pertencer a mesma fila que você.

Mas, o que que você não sabe é que fui eu mesma quem escolheu o meu lugar, só para ser a sua alma gêmea.

O que você não sabe é que, mesmo antes de pertencer a qualquer uma das filas, eu já te amei.


Quando voltarmos para o lado de lá, você há de entender tudo isso e se eu puder escolher uma das filas novamente, eu ainda vou querer ficar separada de você. A única diferença é que escolherei a fila da emoção para sonhar como você sonhou e que você fique na da razão para entender como eu sofri!


1.4.10

E as mentiras.

Homens e/ou mulheres que dizem eu te amo da boca pra fora .
- Mentira tão normal hoje em dia.

Mulheres que mentem pra si mesmas dizendo que ainda ama o seu marido, mas só continua com ele por costume ou medo da solidão (isso tambem acontece com os homens).
- Mentira ingênua.

Pessoas que si fingem ser amigos por interesse.
- Mentira invejosa.

Mães que tem inveja de seus proprios filhos, mas na frente dos outros faz poser de boa mãe.
- Mentira maternal.

Pai que diz que filho macho é filho que não chora.
- Mentira antiga.

Enamorados que fazem juras de amor um ao outro, e no dia seguinte tem outra (o) na cama fazendo o mesmo.
- Mentira viciante.


(...)
Dentre outras tantas que me fez perder o raciocinio, não existe 'pior mentira', nem 'mentira perdoavel' , mentira é mentira, machuca.


E ainda tem gente que acha que dia da mentira é todo dia.

29.3.10

Contradição

Dizem que a verdade é q todos irão nos fazer sofrer, o que temos de saber é por quem vale a pena chorar, mas dizem tambem que sofrer, chorar é triste, ruim...

então, contradição.

28.3.10

Tem dias

Tem dias que soó me da vontade de ficar deitada no chão frioo da sala, com o som a tocar beem alto e mais ninguem em casa, só, a pensar .
- é frequente.

Tem dias que ao me deitar pra durmir, ponho os fones no ouvido e a cada musica me lembro de algo e choro tanto que meu travesseiro reclama de tanta umidade e me espussa de la.
- Solidão passageira.

Tem dias em que me acordo a dançar, olho o sol e agradeço a Deus por mais um dia lindo de vida e ja começo a ligar pra amigas marcando saídas.
- Felicidade.

Tem dias, tem dias ...
- Varios !


São diversas as vezes em que mudo de humor, são raras as vezes em que me vejo permanentemente triste, são frequentes as vezes em que sorrio a gargalhar, são muitas as vezes em que caiuu e aprendo, é a vida e ninguem me disse que seria facil e si tivessem dito, ou si disserem eu direi certamente que estão mentindo.

E eu estou...

feliz da vida, mas tento não enlouquecer quando sinto-me como si faltasse algo...
ps: Um dia desses eu descubro.


Para sorrir com os olhos:
Her Morning Elegance / Oren Lavie

27.3.10

Ao meu ver


Primeiro de tudo, deixo claro que eu acredito em amor verdadeiro. Mas também acredito profundamente na complexidade, variedade, e completa insanidade do amor. Uma pessoa com sorte ama centenas de pessoas em sua vida, todos de formas diferentes, amor familiar, amor de amizade, amor romântico, todos profundamente diferentes. Eu não acho que perca sua habilidade, ou direito, de ter um verdadeiro amor por amar mais de uma pessoa. Em partes, ele é verdadeiro porque você nunca ama duas pessoas da mesma forma. Outra coisa é que, se você tiver sorte, aprende a amar melhor com prática. O ponto principal é que tens que escolher com quem vais ficar - essa é a base do amor verdadeiro, não uma falta de outras opções. Depois, Bella não se apaixona por Jacob em Eclipse. Bella se apaixona por Jacob em Lua nova. Eu acho que é fácil de entender porque esse fato não ocorreu a ela. Bella só se apaixonou uma vez, e isso foi uma coisa muito repentina, dramática, muda-seu-mundo, mágica, apaixonada, uma coisa totalmente consumidora (veja Crepúsculo). Você pode culpá-la por não reconhecer uma maneira muito mais sutil de se apaixonar? Esse amor desvaloriza o amor dela por Edward? Não para mim. Para mim, isso faz esse perfeito amor verdadeiro mais forte. Bella tem outra opção. Ela tem uma boa outra opção. Uma opção que é mais fácil de várias formas, que não tira nada dela, como sua família, presente ou futuro. Ela teria amor, e amizade, e família, um invejável futuro humano. Mas ela escolhe Edward sobre todas essas coisas. Esse fato torna isso real para mim.

26.3.10

O pacto, historia de amor

... e ele soube de repente que se ela se matasse, ele morreria. Talvez não imediatamente, talvez não com a mesma pressa ofuscante de dor, mas aconteceria.
Você não pôde viver muito tempo sem um coração.

No Telefone

I - Alô..
C - Iae tas fazendo o que?
(reconheceu a voz) Faltou energia e ta chovendo desde a madrugada, tô fazendo nada e [...]

- Duas horas e alguns minutos depois.

C - Quando a conta do telefone chegar minha mãe da um treco. (risos)
I - (em risos) Vou tomar um banho, comer ... depois a gente si fala ...
C - Ok, beijos , te cuida .

- Quatro horas e alguns minutos depois.

C - Me desse toque agora, oque houve?
I - Ainda não chegou energia e [...]

- Trinta minutos depois.

I - Chegou energia a gente conversa no msn. HAHA
C - Corre, corre . beijo!


"Amizade além de muitas coisas é esta disponivel."

25.3.10

E eu...

... também não me vou dar mais, nunca mais, ao trabalho de entender alguém que nem sequer se entende a ele mesmo. (...) Então sem insinuações és uma criança que se recusa a crescer, que não sabe nada da vida e muito menos o que quer dela. (...) Acho incrível como ainda te deitas na almofada de cabeça erguida, como se gozar com alguém que sempre te quis bem, que aprendeu a gostar de ti com o feitio mais difícil de lidar, que ainda cheio de defeitos na minha boca eras perfeito, que desculpou todas as merdas que fizeste e ainda cheio de vontade e coragem me tratar como queres e bem te apetece, fosse motivo de orgulho. Se ainda assim te consideras um grande homem, então, parabéns! Espero que nunca precises.

23.3.10

Eu sou mais eu.


Sou antes de tudo uma super valorizadora de mim mesma. Aprendi (de maneira dificil) que se você não se valorizar, ninguém o fará. E partindo deste princípio a melhor pessoa do mundo e também a mais importante é você mesma. Sendo assim, não se rebaixe nem supervalorize ninguém.
Ninguém é tão bonito que você não mereça, nem tão importante que você não viva sem.


O ego dela esta acima da razão.

Ela não o conhece, ela pensa que conhece. mas nem imagina que ele menti, que ele finge, que ele usa palavras decoradas, repetidas. Ela si acha tão dona dele que faz questão de divulgar isto pro mundo, mas não sabe ela que ele é de ninguem e odeia ter "dona" isso o sufoca, não sabe ela que nem ele sabe o que quer de verdade quanto mais a quem pertence, ele não sabe o que sente, e ela ainda não intende que ninguem pertence a ninguem. Ela si engana e menti pra si mesma - só ela não vê -, ela lidar com o amor como uma disputa - si o garoto é de dificil acesso isso a excita - , ela é tão ingenua que crê que amor é apenas ouvir daquela pessoa especial um: ''eu te amo!''... Ela não imagina o quanto esta a si enganar, ela não imagina o quanto esta a ser enganada, ela não sabe, ela não vê, ela não quer ver, ela não pensa.
Será que ela nunca si fez perguntas obvias sobre a situação atual? Será que ela é tão mimada, infantiloide e cega que naão encherga que só ela esta a fazer tudo (como por exemplo: conquistar as amizades dele, familia, viajar..) e ele nada estar a fazer do que apenas 'agradar-lhe com palavras'? Será que =x
Ela não vai acreditar em mim, concerteza pois tem seus motivos e isso não me importa, mas uma coisa é certa, ele menti muito bem e ela vai perceber isso mais cedo quanto imagina.
- Amor não si disputa. Confiança não si da. Com vida não si brinca.
As pessoas ficam procurando o amor como solução para todos os seus problemas quando, na realidade, o amor é a recompensa por você ter resolvido os seus problemas”. Norman Mailer. Copiem. Decorem. Aprendam.
Temos a mania de achar que amor é algo que se busca. Buscamos o amor em bares, buscamos o amor na internet, buscamos o amor na parada de ônibus. Como num jogo de esconde-esconde, procuramos pelo amor que está oculto dentro das boates, nas salas de aula, nas platéias dos teatros. Ele certamente está por ali, você quase pode sentir o seu cheiro, precisa apenas descobri-lo e agarrá-lo o mais rápido possível, pois só o amor constrói, só o amor salva, só o amor traz felicidade.Amor não é medicamento. Se você está deprimido, histérico ou ansioso demais, o amor não se aproximará,e, caso o faça vai frustrar suas expectativas, porque o amor quer ser recebido com saúde e leveza,ele não suporta a idéia de ser ingerido de quatro em quatro horas, como antibiótico para combater as bactérias da solidão e da falta de auto-estima. Você já ouviu muitas vezes alguém dizer: “Quando eu menos esperava, quando eu havia desistido de procurar, o amor apareceu”. Claro, o amor não é bobo, quer ser bem tratado, por isso escolhe as pessoas que, antes de tudo, tratam bem de si mesmas.
“As pessoas ficam procurando o amor como solução para todos os seus problemas quando, na realidade, o amor é a recompensa por você ter resolvido os seus problemas”. Normal Mailer. Divulguem. Repitam. Convençam-se.
O amor, ao contrário do que se pensa, não tem que vir antes de tudo: antes de estabilizar a carreira profissional, antes de viajar pelo mundo, de curtir a vida. Ele não é uma garantia de que, a partir do seu surgimento, tudo o mais dará certo. Queremos o amor como pré-requisito para o sucesso nos outros setores, quando na verdade, o amor espera primeiro você ser feliz para só então surgir diante de você sem máscaras e sem fantasia. É esta a condição. É pegar ou largar. Para quem acha que isso é chantagem, arrisco sair em defesa do amor: ser feliz é uma exigência razoável e não é tarefa tão complicada. Felizes aqueles que aprendem a administrar seus conflitos, que aceitam suas oscilações de humor, que dão o melhor de si e não se autoflagelam por causa dos erros que cometem. Felicidade é serenidade. Não tem nada a ver com piscinas, carros e muito menos com príncipes encantados. O amor é o prêmio para quem relaxa.
UFA !

22.3.10

Talvez seja porisso.

Você se lembra? Eu lembro de cada palavra e de cada sorriso envergonhado. Eu lembro da primeira palavra carinhosa que te dei, do primeiro beijo que você me concedeu, do que você me disse quando tomou meu coração de vez... Eu lembro que te confessei tudo o que sentia. E ainda lembro de coisas que não queria lembrar... E dessas coisas, o que me dá raiva é lembrar de cada coisa que planejamos. Me dá raiva lembrar que demos nomes aos que iriam vir, que fizemos planos para um futuro que nunca chegou. Mas o que me dói – me dói mesmo -, é lembrar do nosso adeus. Ou do meu adeus. Tanto faz... A única coisa que sei é que devia ser por isso que nunca quis me envolver assim com ninguém... Porque pior do que ouvir que o amor podia machucar, foi sentir o amor me machucando. Pior do que ouvir dizer por aí que o coração se partia em sabe-se lá quantos pedaços, foi ter o meu coração estraçalhado.